terça-feira, junho 28, 2005

Bom dia, gente!!....enquanto a Europa "cozinha" com as altas temperaturas de verao, Bergen continua em clima de outono...varias regioes da Noruega ja se deliciam com o clima quente de verao...mas em Bergen, o verao continua de ferias...hehehe...mas, para nossa esperanca diz a Metereologia que amanha comeca o clima de verao, com temperaturas altas, em todas as regioes da Noruega..."Deus te ouca, meu filho!!!" porque passar o verao todo com as roupinhas de inverno nas gavetas nao da!!!...hehehehe...
Nao contei, mas a semana passada, estive no AETAT (escritorio do trabalho da Noruega)...fui convidada a participar de uma reuniao onde apresentariam os novos cursos para o comeco de agosto...esse e uma opcao para quem ainda esta desempregado, pois o AETAT paga o curso, a gente recebe uma ajuda de custo diaria de 255 Coroas e dependendo do local onde vc mora pagam as despesas com transporte tb...
Nao e uma fortuna, mas para quem esta desempregado e uma otima opcao, pois alem de expandir seus conhecimentos na area em que trabalha (ou qualquer outra area que queira tentar) e uma forma de estar em contacto com outras pessoas, sair de casa, fazer novos amigos nos cursos e ate conseguir emprego mais rapido...
Assim me increverei em algum curso de interesse e posso continuar procurando emprego ao mesmo tempo...e uma forma de aproveitar o tempo que vou estar parada e com o Daniel na escolinha....mas, tem que correr ja que a procura e muito grande...
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Aonde ja se viu morar na Noruega e nao contar a historia do bacalhau???...ja que a Noruega e conhecida nao so pelos vikings e pelos fiordes, mas tb pelo seu famoso bacalhau espalhado pelas prateleiras dos supemercados de varios paises...
Quem nunca saboreou um bacalhau preparado a moda portuguesa ou um bolinho de bacalhau???....hummmmmmmmmm.....so quem nao gosta mesmo, ne!!!....
O noruegues aprecia o bacalhau tb, mas prefere o bacalhau fresco ao salgado...
Nao podemos dizer que e um prato que comemos habitualmente por aqui...muito pelo contrario e um prato que deve ser bem preparado e nao e barato...sai caro tanto preparar em casa quanto comer nos restaurantes...
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A história do bacalhau
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Originário das águas frias e límpidas dos mares que circulam o Pólo Norte, o bacalhau é um alimento milenar: registros mostram a existência de fábricas para seu processamento na Islândia e na Noruega desde o século IX.
O mercador holandês Yapes Ypess foi o primeiro a fundar uma indústria de transformação na Noruega, por isso, é considerado o pai da comercialização do peixe industrializado. A partir de então, a demanda pelo peixe passou a crescer na Europa, América e África, o que proporcionou o aumento do número de barcos pesqueiros e de pequenas e médias indústrias pela costa norueguesa, transformando a Noruega no principal pólo mundial de pesca e exportação do bacalhau.
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Mas os grandes pioneiros no consumo do bacalhau são os Vikings que, ao descobrirem o peixe, passaram a secá-lo ao ar livre (na época o sal não existia) até endurecer ? perdendo cerca da quinta parte de seu peso ? para poder consumi-lo aos pedaços em suas longas viagens marítimas.
Antes da industrialização do bacalhau, os bascos ? cujo território atualmente está espalhado em províncias da Espanha e da França ? já comercializavam o bacalhau. Como já conheciam o sal, eles começaram a salgar o pescado para aumentar sua durabilidade. O bacalhau passou a ser comercializado curado e salgado por volta do ano 1000. Os bascos expandiram o mercado do bacalhau, tornando-o um negócio internacional porque o sal não deixava que o peixe estragasse com facilidade. Quanto mais durável o produto, mais fácil era sua comercialização. Como a geladeira só foi inventada no século XX, os alimentos que estragavam rapidamente tinham comércio limitado.
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Então, já na idade medieval, o bacalhau ganhou o título de alimento durável e com sabor mais agradável que o dos outros pescados salgados. Para a população pobre que raramente podia comprar peixe fresco, o bacalhau era um prato "cheio" porque era barato e tinha alto valor nutritivo.
A soberania da Igreja Católica foi outro facilitador para seu comércio: o catolicismo impunha dias de jejum ? que compreendiam as sextas-feiras, os quarenta dias da quaresma e muitos outros dias do calendário cristão ? nos quais se proibia a ingestão de comidas "quentes" como as carnes; somente as comidas "frias", como os peixes, eram permitidas. Assim, a carne passou a ser proibida em quase metade dos dias do ano, e os dias de jejum acabaram se tornando dias de bacalhau salgado.
Desde 1843O hábito brasileiro de saborear bacalhau é herança da colonização portuguesa, que começou a se disseminar a partir do descobrimento do Brasil. Mas somente com a chegada da corte portuguesa e dos comerciantes lusos no país, no início do século XIX, que o consumo do pescado foi impulsionado e difundido entre a população.
No mesmo período, o Brasil estreita os laços comerciais com a Noruega e começa a importar o Bacalhau: a primeira exportação oficial do produto aconteceu em 1843. Hoje cerca de 95 porcento do bacalhau consumido no Brasil tem sua origem na Noruega.
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Caracterizado inicialmente como um alimento barato, sempre presente nas mesas das camadas populares, o bacalhau virou artigo elitizado depois da Segunda Guerra Mundial. Como havia escassez de alimentos em toda a Europa, o preço do pescado subiu e seu consumo ficou restrito: passou a ser consumido apenas nas principais festas cristãs.
Com o passar dos anos, o peixe se enraizou à culinária do país e conquistou definitivamente o paladar dos brasileiros, estimulando chefs e apreciadores a prepararem receitas criativas e saborosas. Tanto que se tornou tradição comer bacalhau em épocas festivas e de confraternização como Semana Santa e Natal
Iguarias com o nobre pescado estão sempre presentes nos bons restaurantes e nos cadernos de receitas das donas-de-casa brasileiras. Graças a sua versatilidade, o peixe pode ser preparado de diversas formas e se adapta a uma infinidade de receitas. O bolinho de bacalhau, por exemplo, é preparado de forma muito peculiar no Brasil e se tornou uma preferência nacional.

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