quarta-feira, janeiro 04, 2006

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Olha o presentinho que recebi da Helga la em Floripa...nao ficou uma graca??..amei!!!
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God dag alle sammen!!...por aqui tempinho feio e ceu escuro...mas o frio continua ameno...muitos lagos ainda continuam congelados permitindo a patinacao no gelo em gigantescas pistas ao ar livre...ate gosto, mas nao confio muito no gelo, nao...
A maioria das casas continua com os enfeites natalinos, ja que diferentemente do Brasil, nao temos uma data precisa para desmontarmos a arvore de natal e tal...minha sogra, por exemplo, gosta de ter a arvore ate o aniversario do meu sogro dia 13 de janeiro...
No meu servico muitas mudancas...novos donos, novo gerente...ja deu para notar algumas mudancas no proprio humor dos funcionarios...antes todos sentavam na lanchonete com o gerente, tomavam cafe e comiam os paes fresquinhos que haviam saido ha poucos minutos do forno...hoje, cada um veio com seu lanchinho de casa e todos comecaram a trabalhar as 8 horas...oque foi um "saco" para mim... ja que eles andam para tudo que e lado...
Ainda nao sabemos sobre minha situacao...estou na espera de alguma mudanca ou talvez nenhuma...
Mas a novidade e que comecei em novo emprego tb...vou trabalhar 5 vezes por semana no centro de tratamento aos usuarios de drogas e alcool...talvez fique meio "pesado" para mim, mas vou tentar para ver...se for muito e so avisar os chefes...
O local e imenso, mas nao e tanto servico...cada paciente tem seu apartamentinho e so faco a limpeza basica... alguns fazem limpeza sozinhos, assim fico livre de limpa-los...e um predio de 5 andares e cada andar tem sua propria sala de tv e recreacao que deve ser limpas tb...mas oque notei e que tudo e muito limpo mesmo..ate brilha!!...assim, tenho realmente muito pouco a limpar...a limpeza mais pesada e realizada por outra firma...
No mais acho que vai ser uma experiencia interessante para mim tb, ja que essa area e uma das quais eu me interessaria em trabalhar...quem sabe ao inves de trabalhar em creches eu possa seguir em outra direcao e trabalhar na area social e de saude??...so o tempo dira!!!
E no mais vou ver como vai ficar meu tempo para poder blogar e nao perder o contacto com vcs...
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Por aqui muito problema apos a virada do ano...muitos acidentes graves e incendios devido ao uso de fogos de artificio...o problema foi tao extremo que alguns politicos pensam em proibir a venda de fogos de artificio para todos...o setor publico e que ficaria responsavel pela compra e queima dos fogos nas datas especificas...
Sem contar a sujeirada pela cidade toda...jovens bebados invadindo os quintais dos vizinhos e fazendo anarquia, casais fazendo sexo em lugares publicos e muito mais...isso tudo e oque veio acompanhado das "bebedeiras" e festancas de fim de ano por aqui...
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Outro problema que vem se agravando na Noruega, e esta preocupando as autoridades e o aumento dos infectados com clamidia...os setores competentes tem tentado de toda forma manter os jovens informados, e muitos adultos tb, sobre a necessidade do uso da camisinha em toda relacao sexual...mas pelo que parece muitos nao estao nem ai...mas o pior nao e so isso...e a AIDS como fica nessa historia??...
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Este texto recebi da amiga Paula... e de 1991, mas achei muito interessante ...
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Vikings à vista
A rotina discreta da colônia escandinava na cidade
Veja São Paulo, 6 de fevereiro de 1991
Míriam Scavone
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Quando se pensa nos imigrantes que trabalharam duro para transformar São Paulo na cidade que ela é, torna-se inevitável lembrar de italianos, portugueses, espanhóis, japoneses e até coreanos. Dificilmente, porém, alguém citará os escandinavos. Afinal, essa pequena comunidade não engloba mais do que 400 famílias dinamarquesas, suecas, norueguesas, finlandesas e islandesas, que jamais fizeram a menor questão de ser notadas. Essa discretíssima tradição é seguida rigorosamente 51 semanas por ano e quebrada apenas em novembro, quando se realiza a empolgante Feira Escandinava, no Esporte Clube Pinheiros
- em que paulistanos de todas as origens formam filas de dois quarteirões para desfrutar as mais deliciosas iguarias nórdicas e comprar porcelanas, brinquedos, presentes e objetos de excepcional qualidade e insuperável design.
Agora em 1991, eles parecem finalmente dispostos a imprimir sua marca à cidade que os acolheu. A razão é uma data importante. Neste ano, comemora-se o centenário do Clube Escandinavo Nordlyset, sociedade sediada atualmente em uma gostosa casa no bairro do Brooklin, que desde 1891 tem servido como ponto de encontro da comunidade, através de almoços, festas e torneios de bridge - jogo de cartas de origem inglesa que tem cativado gerações e gerações de nórdicos.
São Paulo inteira poderá lucrar com a celebração, pois ela incluirá a apresentação do Balé Real da Dinamarca, a exibição der uma mostra de arte moderna escandinava e um festival cinematográfico mostrando versões dos fascinantes contos infantis do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. O calendário abre-se esta semana, com o lançamento do livro Os Escandinavos no Brasil - Um Século de História, pesquisado e escrito por membros da colônia. "Essa data não poderia passar em branco porque o clube é o nosso cantinho em São Paulo", explica Jens Olesen, presidente da filial paulistana da agência americana de publicidade McCann-Ericsson e encarregado de comandar a equipe organizadora da festa. "Achamos que a melhor forma de comemorar era dar um bom presente para a cidade brasileira que abriga o maior número de escandinavos."
Apesar de o Clube Escandinavo contar com 400 sócios, o que significa que apenas parte dos 3 500 membros da colônia possui a carteirinha, é lá - e apenas lá - que o espírito nórdico tem sua tradição na capital. Ocorre que não há em São Paulo bairros ou ramos de negócios típicos desses imigrantes, como acontece com os italianos ou com os judeus. Assim, só no Clube Escandinavo sempre é possível encontrar grupos de dinamarqueses e suecos, além de um ou outro finlandês, norueguês ou islandês - que são minoria na colônia -, entretidos em saborear um bom salmão defumado ou um pouco de aquavita, a aguardente de batata que os inspira nas horas de lazer. "Nós gostamos da vida social e muitas vezes pensamos em ter mais contato com a cidade, mas a dificuldade com a língua portuguesa e a adoração que temos pela comida de nosso país fazem com que a gente fique mesmo no clube", argumenta o dinamarquês Poul Erik Wang, de 74 anos, que em 1947 desembarcou no Brasil junto com a mulher e acabou se radicando.
Como grande parte dos integrantes da colônia escandinava, Wang ainda se sente um estrangeiro - o que, ele faz questão de frisar, não significa que não goste da cidade. O fato é que, por serem em pequeno número e praticamente não conseguirem absorver o espírito da cultura brasileira, os escandinavos mantêm um grupo fechado de relações. Não gostam de sair muito de casa, evitam intimidades com estranhos e, para o estilo caloroso dos brasileiros, às vezes podem parecer um tanto rígidos. Tal postura, contudo, é logo quebrada com alguns copos de cerveja, outra sedução para um escandinavo. "Somos discretos, compenetrados, mas numa festa ou reunião regada a boas bebidas nos tornamos as pessoas mais alegres do mundo", comenta Wang. Nesses eventos, claro, não faltam pessoas com belos olhos azuis e cabelos louros, traços típicos dos descendentes dos vikings, conquistadores que habitaram os países nórdicos entre os séculos IX e XI.
Ao se buscar as causas que fizeram com que os escandinavos, nascidos em regiões gélidas, onde as temperaturas atingem mínimas de 30 graus negativos, viessem para um país tropical, descobre-se que eles formam pelo menos três grupos distintos. Seus primeiros imigrantes pisaram no Brasil por volta da segunda metade do século passado, sobretudo depois que a guerra contra a Alemanha, em 1864, tirou da Dinamarca um pedaço de seu território. Muitos dos habitantes das regiões conquistadas na época pelos alemães preferiram seguir para a América. O Brasil foi um dos destinos escolhidos por artesãos e comerciantes dinamarqueses, que vieram especialmente para São Paulo. "Nossos antepassados, se ficaram um pouco frustrados com as condições que encontraram no Brasil, maravilharam-se ao perceber que estavam em uma terra cheia de calor", conta Adam von Bülow, brasileiro descendente de dinamarqueses que foi cônsul da Dinamarca em São Paulo entre 1947 e 1972. O avô de Bülow, vindo com a primeira leva de imigrantes nórdicos, foi um dos fundadores da Companhia Antarctica. O pai, que também seguiu o mesmo ramo empresarial, integraria em 1928 a primeira diretoria do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, Ciesp.
A industrialização paulistana, que avançou a passos largos no final da primeira metade do século, serviu como uma segunda isca para atrair escandinavos.
Desta vez, porém, eles mudaram-se para o Brasil com a clara intenção de se estabelecer em uma das grandes indústrias que estava sendo criadas em São Paulo e precisavam de mão-de-obra especializada. Desse modo, nas décadas de 40 e 50, vários engenheiros dinamarqueses e suecos emigraram motivados por bons salários e pela esperança de adquirir maior experiência em sua especialidade. Foi o caso do dinamarquês Hans Misfeldt, hoje com 72 anos, que embarcou para o Brasil na década de 50 para trabalhar em uma grande companhia de refrigerantes, e terminou por formar uma família em São Paulo, embora jamais se naturalizasse. Hoje, ele é um fã da cozinha brasileira.
"Pimentão recheado é uma delícia", elogia. Misfeldt vive na Serra da Cantareira com a mulher, nascida no interior de São Paulo, e a filha Cristine, de 25 anos, uma bela moça e olhos verdes e cabelos louros. Apesar de ser brasileira, ela confessa carregar muitas influências de seus antepassados. "Desde cedo meu pai leu histórias de Hans Christian Andersen na cabeceira da minha cama e me falou muito dos vikings e dos deuses da mitologia escandinava, como Odin, o deus da guerra, e Thor, o deus do trovão", lembra Cristine.
Nos últimos anos, novos escandinavos incorporaram-se aos pioneiros. Eles chegaram para trabalhar nas filiais de multinacionais como Ericsson, Volvo, Scania e Monark, que trazem anualmente profissionais da matriz para trabalhar no Brasil. Ao contrário dos imigrantes das duas levas anteriores, eles já não ficam muito tempo longe de seu país natal. Normalmente, cumprem contratos de dois a cinco anos e regressam. O engenheiro sueco Sam Burman, de 35 anos, é um dos escandinavos que estão de passagem pela cidade. Ele foi transferido há cerca de um ano e meio com a mulher e a filha para trabalhar na filial paulista de uma multinacional sueca, a Scania, localizada em São Bernardo.
"Quero viver um bom tempo por aqui, mas depois pretendo voltar", planeja Burman, que confessa sentir falta da fartura de arenque, aquavita e batata que há em seu país. "No Brasil, tenho que correr atrás de salmão e arenque em casas importadas e tudo é muito caro", reclama Burman.
As seguidas transferências de escandinavos para São Paulo, através de contratos por tempo limitado, fizeram com que um pastor luterano passasse a morar na cidade. Lars Petersson, de 40 anos, chegou a São Paulo há um ano e meio e realiza cultos na igreja construída pela comunidade em 1974, no bairro do Jardim Petrópolis, na Zona Sul. Solteiro - apesar de ter permissão para se casar -, o pastor ainda se vê às voltas com as dificuldades para falar português e dirigir no trânsito de São Paulo. "Quando cheguei aqui só falava bom dia, obrigado e cerveja", relata o pastor. "Agora já consigo conversar um pouco mais." Discreto, como um legítimo nórdico, ele passa a maior parte de seu tempo na igreja ou lendo, sem muitos encontros sociais fora dos que acontecem no Clube Escandinavo. "Por enquanto, o lugar que mais gosto da cidade ainda é a minha casa", afirma. O pastor critica a falta de opções de comida escandinava na cidade, mas isso talvez seja um exagero. Há pelo menos dois endereços, além do clube Escandinavo, onde é possível saborear os pratos escandinavos aplaudidos internacionalmente. Um deles é o restaurante Vikings, no Hotel Maksoud Plaza, que desde 1981 serve o irresistível smorgasbord
- um bufê de frios, pães, arenque, salmão defumado, caviar e outras tentações.
O Odin Imperial, nos Jardins, oferece igualmente um cardápio escandinavo de primeira linha, incluindo uma apreciada torta crocante de maçã. "Há muitos pratos nórdicos leves e saborosos, que agradam o paladar dos paulistanos", diz Vera Jacobsen, proprietária do restaurante. Nas duas casas, entre fatias de peixe marinado e goles da cerveja dinamarquesa Tuborg, os escandinavos matam um pouco das saudades de casa e a cidade vai aprendendo a conhecer um pedacinho de uma civilização que ajudou a construí-la.

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E so completando...no século retrasado, foi criada uma Associação dos Escandinavos em São Paulo. Essa associação se orgulha de ainda hoje conservar a mesma vitalidade de outrora. A cada ano no mês de novembro realiza-se uma Feira Escandinava com duração de três dias, onde são vendidos produtos escandinavos. Os lucros são distribuídos entre diferentes ONGs. Nas últimas décadas, o Clube Escandinavo foi sendo edificado numa aprazível área verde de 30.000 m2, diretamente voltada para a Represa Billings, no bairro de Eldorado, a aproximadamente 25 km do centro de São Paulo. Lá se desenvolvem hoje grande parte das atividades sociais e esportivas da colônia escandinava. O restaurante Svanen, perto do Shopping Ibirapuera, é parte dos esforços do Clube Escandinavo em promover a cultura escandinava.
Site: http://www.svanen.com.br/
Assim, quem estiver a fim de provar um pouco do cardapio noruegues e so ir e conferir...
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Desejo a todos voces
um
lindo dia
e
so gente alegre, simpatica
e
verdadeira ao lado de voces...
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PS..perdoem o post tao longo...mas era interessante..


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